I Identificação
Sub-categoria: Escultura de vulto
Denominação/Título: Santa Ana, Virgem e Menino Jesus/ Santa Ana
Autoria/Produção: Autor desconhecido/ Portugal
Datação: Séc. XVIII, segunda metade
Materiais: Madeira policromada e estofada
Dimensões: 24 cm x 14cm x 9 cm
Proprietário: Lisboa, coleccionador particular
Intervenções Posteriores: Foram detectados uma repolicromia parcial (carnações) e repintes vermelhos muito pontuais sobre a base.
II Estado de Conservação
Suporte: Razoável
- Falta do pé traseiro direito da base, actualmente substituído por um outro;
- Deposição de uma enorme quantidade de sujidade extremamente aderente, poeiras e detritos de natureza variada, o que constituía um ambiente propício para o ataque biológico.
Revestimento: Muito Mau
- Lacunas em quantidade considerável e em localizações extremamente importantes como os rostos da Virgem e da Santa Ana, peito do Menino e mãos;
- rede de micro fissuras;
- Falta de adesão das policromias ao suporte na forma de levantamentos extremamente inclinados, o que consistia um perigo eminente e poderia originar a sua perda total num curtíssimo espaço de tempo;
- Camada de sujidade muito densa e extremamente aderente, poeiras e detritos de natureza variada, o que constituía um ambiente propício para o ataque biológico.
III Tratamento
Recentemente recebidas de um familiar, esta peça de família e outra chegaram às mãos do proprietário em muito mau estado de conservação. Perante peças não só com um valor histórico inquestionável, mas também com um grande valor estimativo, o proprietário decidiu e bem consultar um conservador-restaurador devidamente qualificado e academicamente especializado para tratá-las.
A escultura da Santa Ana estava em muito mau estado de conservação, principalmente ao nível do revestimento, parcialmente devido a algumas intervenções posteriores que adulteravam a composição material da escultura.
Assim e para descanso do proprietário, o revestimento da escultura foi sujeito a uma limpeza, fixação e nivelamento. Algumas das suas lacunas mais importantes foram integradas cromaticamente.
Esta escultura é um exemplo de que uma obra de arte antiga necessita de uma manutenção especializada, uma atenção permanente e que os proprietários não deverão recorrer apenas aos serviços de um conservador-restaurador em último caso.
A Conservação e Restauro é muito mais que “pintar bocadinhos de tintas que faltam”, "fazer uma mãozinha perdida" ou colar um braço partido.
Apenas conservadores-restauradores devidamente qualificados e especializados academicamente poderão avaliar o estado de conservação de uma peça e definir o tratamento a aplicar.
Local: Atelier próprio
Intervenientes: André Varela Remígio
Ano: 2004 |