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"Quantas vezes fizermos e dissermos alguma coisa,
outras tantas seremos julgados."

                                       Cícero
                                       (106 - 43 a. C.)

A crescente preocupação com a salvaguarda do Património Cultural por toda a Europa nas últimas décadas foi exigindo uma melhor e mais profunda formação dos seus intervenientes, originando cursos superiores especificamente em Conservação e Restauro. Mais recentemente, foram criados os graus académicos de licenciatura e doutoramento e despertado o inerente e imprescindível interesse pela investigação em Conservação e Restauro.

A justificação para a elevação do grau académico da Conservação e Restauro só faz sentido quando acompanhada por uma maior responsabilização dos próprios conservadores-restauradores, por uma maior consideração por parte dos outros profissionais ligados ao Património Cultural e por um maior esclarecimento por parte dos clientes. É essencial que hoje o conservador-restaurador seja visto e aceite como um profissional altamente qualificado para estudar e tratar do Património Cultural e não como um mero habilidoso manual.

Abrangendo o Património Cultural um vasto e diversificado leque de bens, tendo estes bens culturais uma panóplia enorme de possíveis de patologias e de modo a cumprir os princípios europeus da profissão definidos pela ECCO e ENCoRE, definiu-se treze especialidades distintas: Azulejo, Cerâmica e Vidro; Bens Arqueológicos; Bens Etnográficos; Documentos Gráficos; Escultura (onde se inclui a Talha Dourada); Fotografia; Instrumentos Musicais; Metais; Mobiliário; Pedra; Pintura; Pintura Mural e Têxteis. Acompanhando a mesma filosofia, as universidades viram-se igualmente na necessidade de conferir especialidades académicas aos seus alunos, de modo a dotar os intervenientes de uma bagagem teórica e prática mais direccionada a categoria de bens, pois assim se garantirá uma intervenção mais substanciada e sólida.

Aparentemente uma disciplina de cariz prático, a Conservação e Restauro é principalmente a aplicação pratica de diversificados e profundos conhecimentos teóricos com estreitas ligações a outras disciplinas independentes como a Química, Física, Engenharia dos Materiais, História, História da Arte, Museologia ou Biologia, mas tendo sempre presente a teoria da própria Conservação e Restauro e respeitando escrupulosamente o Código de Ética da Profissão advogado pela European Confederation Conservator-Restorers´ Organizations (ECCO).

Como qualquer outra profissão legalmente reconhecida, a do conservador-restaurador está organizada numa associação de classe, a Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal (ARP), onde os seus associados gozam dos inerentes direitos, mas também se obrigam a deveres profissionais e éticos.

Não é apenas fundamental a preocupação na salvaguarda do Património Cultural Nacional, mas também a qualidade da formação e a especialização académica dos conservadores-restauradores.

Estando seguros que a confiança depositada em nós será sobejamente reconhecida, aguardamos pelo seu contacto.



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